
«... talvez deixar que entrem as imagens dos mangues e a viva cor escarlate do interior das romãs; o desafio duro de homens que fazem nascer uvas e assaques grávidos de vida. Bananas maduras a vergarem os pés em cacho. Deixar entrar a batata semeada com ternura. Autorizar o milho amarelo e vermelho, silencioso nas bandeiras que o denunciam ao longe, bandeiras a estenderem-se pela courela fora, desafiando a vista, acenando longamente na ditadura do vento.Tudo isto, que é do Bom, concederemos que nos chegue com agrado, mas o vírus da dor e da morte é sorrateiro e impõe-se sem pudor, sem que se dê conta. Não pede licença e, quando olhamos, já se sentou à mesa connosco. Cuidado! Toda a atenção é pouca.
... os experientes em fazer “entrar” convidados indesejados... todos sabemos que os plumitivos escatográficos são os mais experientes e antigos, logo a seguir às putas. Com essa atitude de vendilhão vulgar, sem grandes escrúpulos e a mando dos senhores do proveito duvidoso, ninguém os impedirá de servir tripas e gritos de pequenos e grandes, casa dentro, à hora do jantar, a expensas da ingenuidade dos midiotas. Um perigo às nossas almas!
... ou eu muito me engano ou não serão os Delgados, as cadeiras ou a esquerda o demónio onde nasce o perigo. A mim, cheira-me a imprensa. Sim, essa coisa que vossa excelência diz julgar ter na mão e que não lhe causa insónias. Cá estarão, quanto ao que eu lhe dizia, os nossos filhos e netos para ver e confirmar. Não recuse o seu Ser de ponderar uma possível aceitação de parte ou do todo que lhe é, aqui, por mim comunicado. Poderá ser a salvação de todos nós…isto se não estivermos, já, mesmo condenados…»