A Associação de Apoio à Vítima veio denunciar esta manhã que os crimes e a violência contra cidadãos do sexo masculino tem vindo a aumentar, no nosso país, assim como os casos de agressividade e negligência praticados contra idosos. Não é nada que surpreenda, apenas a confirmação matemática e estatística daquilo que já se ouvia falar há algum tempo. Aliás, o que acontece em Portugal parece acompanhar a tendência que se verifica, também, em outros países da Europa, tanto do sul como do norte europeu.
A par com o martírio - sobretudo doméstico - vivido pelas mulheres junta-se, nos últimos anos, a diversificação dos casos de violência, que muitos associam ao estado de crise e degradação económica que se tem feito notar.
O que nos poderá parecer é que esta última "colagem" do aspeto económico ao ambiente social será algo simplista e não livre de erro. A questão é que uma análise mais atenta de alguns dados remete para uma conclusão mais preocupante: a de que a violência tem encontrado novos expoentes, independentemente dos países em causa ou do clima económico. Ou seja - a violência contra mulheres, homens e idosos tem aumentado... ponto.
A questão está na resposta que se quer para este tipo de situação ou, sequer, se existe vontade de criar respostas. Falamos de quem nos governa, a nós todos e de nós próprios, que andamos na rua, na vizinhança, sabemos dos casos e insistimos que o problema não é nosso, calando!
A revolta não chega - revoltados dizemos nós andar todos por dentro! Há é a necessidade de fazer, independentemente de sermos mulheres, homens, novos, velhos.. líderes ou cidadãos de base.
No nosso entender, há que desmontar os preconceitos e deixar de ver só as vítimas do costume. A denúncia deve ser feita sobre as vítimas do costume, mas também sempre quando algo acontece, não quando acontece sempre aos mesmos!
